OS CAMINHOS DO TROPEIRO

Apiaí - Iporanga

No começo tudo era selva bruta, até que os portugueses acharam o novo continente no ano de 1500, século XVI. A conquista do interior iniciou-se através dos rios, o meio de comunicação mais fácil. De Cananéia e Iguape partiram as primeiras expedições exploradoras, subindo o rio Ribeira com a utilização de canoas e batelões em busca do desconhecido.
  


Quando correu notícia sobre a existência de ouro nas paragens de Apiaí, na segunda metade daquele século, o colonizador, singrando o Ribeira até perto de Itaóca, alcançava a região de Apiaí, abrindo picadas que margeavam o ribeirão Palmital, chegando ao planalto onde a mineração garimpeira prosperava. Notícia sobre esse caminho existe a contar de 20/12/1.779, quando o governador da província ordenou, por ofício, à Câmara, que “mantivesse aberto o caminho para o Rio Ribeira, aberto há 28 anos”, e que providenciasse o encaminhamento de mantimentos pelo vale do Betary. Ao depois, quando a comunidade de mineradores cedera sua hegemonia à lavoura e à pecuária, encurtaram o percurso, e foi então aberta a trilha que, de Iporanga, seguindo pelo vale do Betary, vinha diretamente ao planalto, aonde a população havia se transformado em um núcleo de lavradores, que mantinham engenhos de cana e desenvolviam a criação de suínos.



  No ano de 1.852, conforme atesta documento da época, em Apiaí existiam trinta e três engenhos de moer cana, e nenhuma outra indústria. O caminho de Apiai a Iporanga,- estrada cavada para permitir o trânsito de animais -, foi aberto no ano de 1.806, conforme ofício de 9 de abril daquele ano, enviado pela Câmara, ao governador da província, esclarecendo que a obra fora ativada “por ser muito útil para o comércio”. Iporanga, realmente, por sua situação geográfica, era um modesto pólo comercial, pois para ali convergiam as mercadorias provindas de Iguape destinadas ao planalto, e as que eram remetidas de Apiaí, destinadas aos centros ligados àquela cidade litorânea. A manutenção do caminho ou trilha entre Apiaí e Iporanga, era bastante oneroso para os cofres públicos. As chuvas intensas faziam com que o pisar cadenciado dos animais das tropas, produzissem grandes atoleiros e degraus escavados e profundos, nos trechos mais acidentados, o que não raro impedia ou dificultava o trânsito de animais.

    Para baratear o custo da conservação daqueles caminhos, foi que o Delegado de Polícia de Apiaí, José Antonio Duarte do Vale, oficiou ao presidente da província, sugerindo que se cogitasse de obter informações mais detalhadas sobre “uma máquina portátil capaz de trabalhar por dez homens” a respeito da qual lhe falara o engenheiro Dr. Carlos Rath, de procedência alemã, que estava visitando e estudando a região como preposto do governo da província. O ofício data de 20 de junho de 1.848.




     Foi mais precisamente naquele período de abertura do caminho entre Apiaí e Iporanga que surgiram, necessariamente, os tropeiros, que se serviram da respectiva trilha, já superados os tempos do auge da mineração, desde princípios do século XVII, até o ano de 1941, quando foi inaugurada a rodovia estadual ligando as duas cidades. A tropa era composta de trinta burros ou mulas, ou pouco mais, animais esses mais resistentes que os cavalos, transportando cada qual carga equivalente a sessenta quilos. A mercadoria era acomodada em bruacas de couro de boi, uma de cada lado da cangalha, e eram cobertas por uma outra peça também de couro de boi, chamada “ligal”, que protegia as bruacas e a carga. A tropa tinha à frente a mula “madrinha”, mais experiente e perfeita conhecedora do percurso, e que era montada geralmente por um menino. Na retaguarda vinha o tropeiro.

Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque


    Foram os tropeiros que, percorrendo os quarenta e dois quilômetros da trilha Apiaí-Iporanga, deram nomes às diversas paragens do percurso, nomes que se perpetuaram uma vez que integraram-se aos nomes dos respectivos imóveis, conforme ficou constando do chamado “registro paroquial ou do vigário”, onde cada possuidor declarou sua propriedade rural havida por posse primária, em obediência ao que dispunha a Lei Imperial n. 605, de 1865. Muitos afirmam que o “registro paroquial” é a origem da titulação das terras rurais de Apiaí, Iporanga e Ribeira.

Abordemos as ditas paragens e seus nomes bem característicos. Partindo de Apiaí a tropa cruzava desde logo um ribeirão onde havia uma rústica ponte de tábuas; o imóvel passou a chamar-se “Ponte de Tábuas”. Depois atravessava por vinte vezes consecutivas um pequeno riacho, cujo terreno foi denominado “Passa Vinte”. Encontrava mais adiante um córrego próximo da casa de um tal Bento Rodrigues, que tinha potreiro para eventuais pousadas de animais; o lugar ficou conhecido como “Córrego do Bento Rodrigues”. 

Em seguida conduzia o tropeiro os seus cargueiros pelas encostas de um íngreme serra, de onde se avistava bem distante o horizonte sinuoso e verdejante; o sítio foi nominado “Boa Vista”. 

Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque




Prosseguindo, a trilha volteava por dentre montanhas e vales de pedra calcaria onde as grutas e cavernas se aglomeravam; esse trecho de uma rara beleza natural, onde está situada, inclusive, a famosa caverna de Santana, ficou conhecido como “Furnas”. Na seqüência, a tropa era guiada serra abaixo até alcançar um trecho relativamente plano, às margens do rio Betary, onde morava a numerosa família Mota; o imóvel foi apelidado de “Serra dos Motas”. A trilha, a partir de então prosseguia serpenteando pelas margens daquele rio até atravessá-lo num determinado ponto; essa travessia correspondia justamente à metade do percurso entre a Serra dos Motas e Iporanga, por isso que as terras existentes no lugar e suas imediações foram denominadas “Passagem do Meio”. 


Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

A contar da barra do rio Betary no rio Ribeira, o caminho seguia até Iporanga pela margem esquerda deste rio que ali tem seu curso normalmente manso, escorrendo tranqüilamente, dando a impressão de uma grande lagoa; o terreno nesse trecho chama-se, por isso, “Gambôa”, que significa plácida lagoa. Chegava-se, finalmente, a Iporanga, que tem esse nome porque está à margem do rio homônimo, de uma esplêndida beleza. Iporanga quer dizer "rio bonito".
    As tropas transportavam para Iporanga - elo de ligação entre Apiaí e a região litorânea -, gêneros da terra, como toucinho salgado, pele de animais silvestres, fumo, erva mate, rapadura, cereais diversos, etc. Retornava de Iporanga trazendo tecidos, artefatos de couro, sal, açúcar, especiarias, armarinhos, ferragens, pólvora e as demais coisas necessárias à vida no garimpo.

Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

Apiaí - Ribeira
    

Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

Tal como a primeira ligação entre Apiaí e Iporanga, outrora chegava-se a Ribeira pelo caminho dos tropeiros, aberto por determinação do presidente da província, conforme ofício de 12 de agosto de 1.779 endereçado à Câmara de Apiaí. Essa comunicação passou a ser feita pela estrada de rodagem, no ano de mil novecentos e vinte e sete. A rodovia em linhas gerais obedeceu o traçado da trilha primitiva, com exceção do trecho em que esta percorria o vale do ribeirão do Tijuco. A rodovia seguiu pelo topo do espigão mais alto, cortando o ribeirão em dois lugares, o primeiro aqui próximo de Apiaí, no início da serra e o outro, já na descida da serra, mais próximo de Ribeira. Nesses dois pontos foram construídas duas pontes de concreto. Todos os imóveis existentes naquele percurso de trinta quilômetros mais ou menos que o andante ou tropeiro atravessava em sua jornada, partindo de Apiaí até a Capela da Ribeira, receberam os seus nomes, tal como aconteceu no percurso Apiaí-Iporanga, ao longo do tempo, por iniciativa dos tropeiros num acordo paulatino e natural com o respectivo posseiro, e serviam de referência para o viajante.
    


Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

A contar de Apiaí o tropeiro logo atravessava algumas terras alagadiças onde imperava a vegetação lacustre conhecida por “piri”, da mesma família da “tabôa, uma verdadeira praga; esse terreno foi e ainda é conhecido por “Pirizal”. A seguir o caminho atravessa uma região onde havia uma espécie de taquara grossa e alta; o terreno foi chamado de “Taquaruçú”. Depois passava dentre esparsos aglomerados de minerais de calcita e chumbo; esse local foi nominado “Mineiros”, corruptela de minérios. O sítio posterior chamou-se “Ribeirão do Tijuco”, porque servido numa grande extensão pelo ribeirão Tijuco, que no tupi-guarani quer dizer lugar barrento. Após, vinha o imóvel “Gritador”, assim conhecido porque os mais antigos afirmavam que em determinadas noites mal assombradas certa “alma penada” por ali gritava, emitindo lúgubres e tétricos lamentos. Depois do “Gritador” o terreno bastante acidentado era rico em madeira de lei chamada “Caviuna”, hoje bastante rara; a paragem veio a ser denominada “Caviunas”. Já na descida da serra o cavaleiro topava com muita pedra de cristal de rocha distribuída pelo solo e sem valor econômico; a serra e o sítio foram chamadas de “Cristais”. Continuando a descer, agora já pelo vale do Ribeirão Tijuco, bastante apertado entre formações da chamada “pedra de sapo”, o caminho chegava quase ao nível do rio Ribeira, onde o Tijuco tem sua barra, lugar plano ao sopé de uma alta montanha, possivelmente a mais alta daquela região; o imóvel foi apelidado de “Morro Grande”. 

Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

Seguia o caminho do tropeiro pela margem esquerda do rio Ribeira, passando por uma propriedade rural já formada onde se criava gado vacum, cavalar e suíno, com uma razoável casa sede, paiol e engenho; esse lugar é conhecido até os dias de hoje pelo nome de “Fazenda”. Logo em seguida aparecia um sítio onde se cultivava muito tabaco ou fumo, abrangendo as duas margens do Ribeira; os rolos de fumo curtido chamavam-se “toletes”; por isso o local foi denominado “Toletes”. Finalmente chegava-se ao destino, a Capela da Ribeira, que havia sido edificada sobre o imóvel “Tororão”, que significa o que é barulhento, rumorejante, sussurrante. 

Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque



Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

Essas qualidades possui o rio Ribeira que bem ali estreita-se, formando uma sussurrante corredeira espremida pelo vale rochoso. O nome “Tororão” deve originar-se desse circunstância ou talvez do vento que vez em quando ali sopra, igualmente, dentre montanhas, produzindo som semelhante.
    

Da Capela da Ribeira o tropeiro trazia para Apiaí, tal como acontecia com Iporanga, os gêneros da terra lá produzidos; e conduzia para lá tudo aquilo que era manufaturado ou fabricado fora. E a Capela ainda mantinha estreitas relações de comércio com a crescente cidade de Castro, no Paraná que era parte integrante da então Província de São Paulo, da qual se separou, por desmembramento, somente em 1853. A ligação entre Ribeira e Castro era feita também por trilhas mandadas abrir às expensas da Câmara de Apiaí a cuja jurisdição pertencia a Capela.




Apiaí - Itapeva da Faxina


Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

 A inauguração da estrada de ferro facilitando a ligação entre Itapeva e São Paulo, ocorreu no dia 1º de Abril de 1909. O Governador da província de São Paulo, Martim Lopes Lopo de Saldanha, outrossim, determinou a abertura do primeiro caminho ou trilha de Apiahy até Faxina, pelo ofício de 2 de outubro de 1.778, remetido à Câmara de Apiahy. E a primeira e precária ligação rodoviária entre Apiaí Itapeva, via Ribeirão Branco, foi iniciada no ano de 1917. Essa rodovia foi aberta por iniciativa do engenheiro David Carlos Macnight, para facilitar o transporte de maquinário pesado que seria utilizado na exploração racional da jazida aurífera do “Morro do Ouro”, em Apiaí. Conta-se que o engenheiro despendeu com a construção da estrada cerca de novecentos contos de réis, elevada quantia para a época, com a promessa de ser reembolsado pelo Governo do Estado, sem entretanto conseguí-lo. Foi por essa rodovia que chegou em Apiaí o primeiro veículo motorizado, no ano de 1.919.
    




Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

Desde os primeiros tempos da colonização portuguesa até que a rodovia viesse a ser aberta, era o valoroso tropeiro que se encarregava do transporte do grosso de toda a mercadoria, de Apiaí para Itapeva, e vice-versa. E antes do tropeiro esse transporte era feito pelo escravo, que a conduzia em suas costas, penduradas em varas sustentadas pelos ombros de dois ou mais escravos. Geralmente a mercadoria era entregue em Ribeirão Branco, um entreposto intermediário.
    E foi o tropeiro, conduzindo os cargueiros num compasso lerdo, quem batizou nominalmente, todos os imóveis mais importantes do percurso que fazia, num constante vai e vem, localizados entre os garimpos de Apiaí e a medianeira Ribeirão Branco. Deixando os potreiros de Apiaí passava logo pelo imóvel que denominou “Sumidouro”, porque nele havia um córrego que em determinado trecho sumia por debaixo da montanha para surgir bem lá adiante, sereno e límpido. Atravessa depois o sítio chamado “Capuava”, que quer dizer terreno aberto à lavoura pelo primitivo posseiro, e respeitado como seu pela residência habitual e cultura permanente do possuidor. Depois o tropeiro atravessava o sítio “Roseiras”, assim conhecido porque ali uma tal de “Nha Mafalda”, delicada anciã, cultivava diversas espécies de rosas. 


Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

Por isso que esse mesmo terreno é também chamado de “Mafalda”. A frente estavam as paragens do imóvel “Empossado”, assim chamado porque, após alguns litígios entre particulares, um deles ganhou e logrou fixar-se definitivamente em sua posse. A trilha prosseguia, atravessando grande extensão de um grande trato de terra que se denominou “Capoeiras”, porque, sendo-lhe retirada a mata virgem primitiva para efeito de contínuas lavouras, acabou revestido de “capoeiras”, ou seja, de mata rala e fina. Nesse imóvel, ao depois doado pelo possuidor ao patrimônio de Bom Jesus da Coluna, foi que se formou o arraial de “Capoeiras”, hoje Araçaiba, sede administrativa de um dos distritos do município de Apiaí, e que conserva muito de nossa memória e de nossa história. Passava o tropeiro, ao depois, pelo imóvel “Areia Preta”, assim chamado porque nele havia um riacho cujo fundo de areia estava impregnado de esmeril, produto de cor bem escura, quase preta, que é tido como testemunha da presença de ouro de aluvião. A tropa prosseguia, agora mais aliviada, porque atravessava o terreno apelidado de “Lagoa”, constituído de terras planas na sua maioria, onde havia um extenso alagadiço ou pântano crivado de “piri”, “junco” e “tabôa”, que vulgarmente se chamava de alagadiço ou lagoa.


Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

A seguir estava o latifúndio que se denominou “Quatis” e “Panela de Bugre” , e por esse nome até agora é conhecido, cuja nominação, conta-se, resulta de duas eventualidades bem pitorescas: no primeiro, o tropeiro supriu sua dispensa com a carne de uma vara ou bando de quatis abatidos, e noutro havia sido encontrado um cemitério indígena, de onde se retiraram variados apetrechos do artesanato de cerâmica produzida por índios. Chegava-se, finalmente, ao fim das terras que pertenciam ao termo de Apiaí, e onde se iniciavam as do termo de Ribeirão Branco ou Itapeva, local denominado “Saival”, porque ali costumeiramente se topava com bandos de uma pequena ave chamada “Saí”, atualmente muito rara. A rodovia aberta em 1917 por David Carlos Macnight, obedeceu, com pequeníssimas variações, ao roteiro adotado pelo tropeiro, que por vezes preferia dar muitas voltas, a enfrentar íngremes descidas e encrespadas subidas. 

Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

FONTE TEXTO: LIVRO SANTO ANTONIO DAS MINAS DE APIAHY, RUBENS CALAZANS LUZ

 

OBSERVAÇÃO:

A maioria dessas fotos antigas de Apiaí eu encontrei na internet. Nenhuma dessas fotos pertencem a mim!!! É algo que pertence a todos nós Apiaienses que amam essa terra. Muitas fotos também são do Livro Santo Antônio das Minas de Apiahy, do Sr. Rubens Calazans Luz, devidamente serão postadas com os créditos. Muitas destas fotos antigas também são das pessoas que aqui já viveram, caso algum familiar se sinta ofendido, por favor entre em contato comigo que eu deleto a foto. Desde já agradeço!!!

 

"Um povo que despreza suas origens, sua história, é um povo que se perde a cada geração que passa". Frase do livro: APIAÍ, DO SERTÃO Á CIVILIZAÇÃOOSWALDO MANCEBO.

Continue lendo, próximo Capítulo: 

~> CÓRREGOS DA CIDADE DE APIAÍ

 

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~> USINA EXPERIMENTAL DE CHUMBO E PRATA DE APIAÍ


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A BIQUINHA, APIAÍ/SP

 A água em Apiaí

A água foi encanada no mesma época da instalação da luz elétrica, anteriormente as pessoas tiravam seu consumo da Biquinha e também da Pedra Amarela. Conhecida desde os tempos antigos, a Biquinha hoje é um dos pontos turísticos de Apiaí. Em 1890 já havia documentos de ordem para sua limpeza. 


Logo no pé do Morro do Ouro, existe um minadouro conhecido por Biquinha. Faz parte da tradição da cidade e objeto de crendices, onde dizem: "quem bebe da água da biquinha sempre volta para Apiaí". 

Antes da implantação da água encanada, as crianças faziam entrega de água em latas, retirando dessa fonte e foi por muito tempo uma das alternativas para se conseguir água na cidade, pois nem todos tinham torneiras instaladas nas casas. 

É um minadouro histórico, relacionado com a história de Apiaí e ao Morro do Ouro. Adolfo Pimentel fez o encanamento, trazendo para a cidade. Mais tarde foi construída uma caixa de cimento em volta para facilitar a coleta e com o tempo por obra de progresso da cidade foi destruída pela empreiteira que não tinha conhecimento da importância histórica da Biquinha, que desapareceu, porém há uns 30 metros de distância reapareceu depois de uns dias felizmente. 

Até hoje a água da Biquinha ainda é usada por alguns moradores mais próximos do Morro do Ouro.

Fonte texto:

 Facebook Casa do Artesão de Apiaí

Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

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A TENDA DO FERREIRO, APIAÍ/SP

 A Tenda do Ferreiro é um espaço cultural que guarda parte da história de Apiaí. 

É um local muito rico em conhecimento e história. Todos que amam Apiaí deveriam conhecer.

É um grande acervo criado pelo Sr. João Prestes para homenagear seu pai, Benedito Cesário Prestes e outros Ferreiros do Passado, conhecidos como  "Arapongas da Madrugada", e também contribuir com o desenvolvimento cultural da cidade. A entrada é livre, mas precisa ser agendada com antecedência.

"Um homem que não tem memória, não pode contar a sua história". Sr. João Prestes.

Parabéns a Professora Janice Prestes  e a sua família, por esse belíssimo trabalho em manter viva a história da nossa querida Apiaí.

"Um povo que despreza suas origens, sua história, é um povo que se perde a cada geração que passa".

Frase do livro: Apiaí, do Sertão à Civilização. De Oswaldo Mancebo.





















































Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

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