O VALE DO RIBEIRA - PARANÁ E SÃO PAULO

O Rio Ribeira de Iguape

O rio Ribeira de Iguape é um curso de água que banha os estados do Paraná e de São Paulo. Forma a bacia hidrográfica do Rio Ribeira e o Complexo Estuarino Lagunar de Iguape, Cananeia e Paranaguá, denominada Vale do Ribeira, o qual apresenta ecossistemas aquáticos (rio, estuário e mar) e terrestres (duna, mangue, restinga e floresta ombrófila densa). Possui uma área de 2.830.666 hectares (28.306 km²), sendo 1.119.133 hectares no Estado do Paraná e 1.711.533 hectares no Estado de São Paulo.

O rio Ribeira de Iguape nasce dentro do Parque Nacional dos Campos Gerais (no Paraná), a aproximadamente 100 km de Curitiba, recebendo vários afluentes em seu percurso de cerca de 500km até desaguar no mar. Um rio de contrastes, passa no seu curso superior por um singular trecho de Mata Atlântica, se avizinha de cavernas de importância turística e segue um caminho caudaloso entre montanhas, passando por pequenas cidades.

Procurado pelos adeptos aos esportes radicais, suas águas turbulentas são perfeitas para a prática de rafting. Uma vez vencida a serra do Mar, o rio cruza lentamente a planície costeira ou rio Ribeira, desembocando no oceano em Barra do Ribeira, no município de Iguape. Desde a conclusão do Valo Grande, em 1856, parte de suas águas não deságua diretamente no mar, e sim no Mar Pequeno, compreendido entre o continente e Ilha Comprida, e vão em direção ao Atlântico, desaguando na Barra do Icapara, a 16 quilômetros do centro.


Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

Em suas margens vivem pequenos agricultores, quilombolas e comunidades indígenas. A região abrange os maiores pedaços remanescentes da Mata Atlântica que no passado se estendia sobre quase todo o litoral brasileiro. Apesar de sua proximidade a duas das maiores capitais industrializadas do país (Curitiba e São Paulo), o Vale do Ribeira foi esquecido no tempo: a densidade populacional da região é baixa, sendo que a economia dos municípios é atrelada à agricultura familiar e à mineração.


FONTE TEXTO: WIKIPEDIA







Créditos Fotos: Pedro H. Slompo Verneque

Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

AS CIDADES DO VALE DO RIBEIRA 

Foto: Programa Vale do Ribeira - UFPR

Região que destaca-se pelo alto grau de preservação de suas matas e por grande diversidade ecológica. Com mais de 2,1 milhões de hectares de florestas equivalem a aproximadamente 21% dos remanescentes de Mata Atlântica existentes no Brasil, transformando-a na maior área contínua desse importante ecossistema em todo o País.

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O Território do Vale Do Ribeira (São Paulo) abrange uma área de 18.112,80 Km² e é composto por 23 municípios:


Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque
A população total do território é de 443.325 habitantes, dos quais 114.995 vivem na área rural, o que corresponde a 25,94% do total. Possui 7.037 agricultores familiares, 159 famílias assentadas, 33 comunidades quilombolas e 13 terras indígenas. Seu IDH médio é 0,75.
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O Território do Vale Do Ribeira (Paraná) abrange uma área de 6.079,30 Km² e é composto por 7 municípios:
1 - Adrianópolis
2 - Bocaiúva do Sul
3 - Cerro Azul
4 - Doutor Ulysses
5 - Itaperuçu
6 - Rio Branco do Sul
7 - Tunas do Paraná
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A população total do território é de 100.880 habitantes, dos quais 43.131 vivem na área rural, o que corresponde a 42,75% do total. Possui 5.596 agricultores familiares, 0 famílias assentadas e 12 comunidades quilombolas. Seu IDH médio é 0,69.

Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque


Vale do Ribeira: 
Patrimônio da humanidade

Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

Em 1999, a Reserva de Mata Atlântica do Sudeste, constituída por 17 municípios do Vale do Ribeira, tornou-se uma das seis áreas brasileiras que passaram a ser consideradas pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura) como Patrimônio Natural da Humanidade. Não é para menos. Em 24 Unidades de Conservação (UCs)integral ou parcialmente inseridas no vale encontram-se espécies raras tal como o cedro, o palmito, a canela, a araucária e a caxeta, além de diversidade de bromélias e orquídeas.


Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

Embora localizado em dois dos estados mais urbanizados do País – São Paulo e Paraná - o Vale do Ribeira destaca-se pelo alto grau de preservação de suas matas e por sua grande diversidade ecológica. Seus mais de 2,1 milhões de hectares de florestas equivalem a aproximadamente 21% dos remanescentes de Mata Atlântica existentes no Brasil, transformando-o na maior área contínua desse importante ecossistema em todo o País. 
Nesse conjunto de áreas preservadas são encontradas não apenas florestas, mas importantes remanescentes de restingas - são 150 mil hectares - e  de manguezais - 17 mil hectares.


Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

Levantamentos preliminares realizados em algumas dessas UCs encontraram dezenas de espécies ameaçadas de extinção. Entre elas o monocarvoeiro, a onça-pintada, a jaguatirica, o veado campeiro, a jacutinga, o jacaré-de-papo-amarelo e o papagaio-de-cara-roxa, além de 42 espécies endêmicas como o beija-flor rajado, o boto cinza, o zabelê e o mico-leão-da-cara-preta.

Uma característica singular da região é que as áreas preservadas não se encontram só nos parques e estações ecológicas, mas também em terras indígenas, quilombolas e nos bairros rurais, onde predomina a pequena agricultura de subsistência. A preservação ambiental é a vocação natural do Vale do Ribeira e é a razão pela qual tanto o governo quanto as organizações não-governamentais vêm apostando em projetos de desenvolvimento 
sustentável na região.



Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque


Cavernas e vestígios pré-históricos
No Vale do Ribeira se concentra um dos maiores complexos de cavernas do Brasil, representado por 273 cavidades naturais até hoje cadastradas pela Sociedade Brasileira de Espeleologia e outras tantas ainda não descobertas. Boa parte do grande fluxo de turismo nos municípios de Iporanga e Apiaí se deve a existência de 257 cavernas, gerando importante fonte de renda para a população local. Seu patrimônio arqueológico é também bastante significativo. Ali se encontra a maior quantidade de sítios tombados do estado de São Paulo - 158 no total - que atraem turistas e pesquisadores. Entre esses locais, destacam-se 75 sítios líticos (de pedra), 82 sítios cerâmicos, 12 sambaquis, 12 em abrigos/grutas e 3 cemitérios indígenas.



Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque


Ficha técnica do Vale do Ribeira:

Pesquisas arqueológicas indicam vestígios de agrupamentos humanos que teriam se estabelecido na região há 12 mil anos.

Localização: entre as regiões sul do estado de São Paulo e norte do estado do Paraná abrangendo a Bacia Hidrográfica do rio Ribeira de Iguape e o Complexo Estuarino Lagunar de Iguape-Cananéia-Paranaguá. 

Área: 2.830.666 hectares

População: 481.224 habitantes (Censo do IBGE/2000).

Número de municípios: 31 (9 paranaenses e 22 paulistas). Existem ainda outros 21 municípios no Paraná e 18 em São Paulo que estão parcialmente inseridos na Bacia Hidrográfica do Ribeira.

População na área rural: 37,58% da população total.

Principal atividade econômica: agricultura da banana e do chá preto e pesca.

Fonte Texto:



Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

Ribeira - O Vale das Estâncias Ecológicas

Pesquisadores e cientistas de todo o mundo dizem que a região do Vale do Ribeira é a maior sucessão de cenários surpreendentes no mundo pela diversidade biológica e ostenta o título de “Reserva da Biosfera da Mata Atlântica” criada pela UNESCO, sendo um dos ecossistemas mais produtivos da Terra.

Formada por 24 municípios a região possui mais de 2.000 cavernas, 200 quilômetros de litoral, cachoeiras, ilhas, rios, patrimônio histórico, flora e fauna (400 espécies de aves, 183 anfíbios, 146 répteis e 131 mamíferos), permitem embasar um salutar desenvolvimento sustentável tendo a natureza como riqueza maior.

As potencialidades e vocações que podem gerar investimentos, são entre outras: esportes radicais; turismo ecológico, rural, eqüestre, cultural, histórico; religioso; navegação e esportes náuticos; arvorismo; construção ecológica (hotéis de selva, ecovilas, pousadas), ciência, tecnologia e pesquisa aplicada: energia solar, eólica, combustíveis alternativos; caminhadas, trilhas, observações diversas (pássaros, animais); artesanato, folclore, gastronomia, banana verde; agricultura orgânica; espeleologia; cultura: música, dança, teatro, artes plásticas, fotografia; gerenciamento costeiro; indústria não poluentes com criação de design específico, isso tudo alavancado através de políticas públicas, sedimentada em ações regional.

Preservar para faturar - essa deve ser a lógica - buscando gerar negócios, oportunidades, eventos, criando fluxos o ano todo, incentivando uma mídia positiva, com a valorização da criatividade local, buscando sempre “vender” a região como um todo o ano inteiro. Cabem às forças vivas da região, pressionarem a Assembléia Legislativa, visando legislação que contemple o Vale como área de Estâncias Ecológicas no seu todo, o que permitirá entrada de investimentos. Acionar a Lei nº 6513 de 20/11/77 Cap. I Art. 1o e 3o e o decreto 86176 de 06/07/81 que trata das Áreas Especiais e Locais de Interesse Turístico.



Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

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