O RIO DO FUNIL, APIAÍ/SP

 O Rio do Funil é um afluente do Rio Palmital, o seu nome se deve a uma curiosidade muito interessante que acontece no final do seu trajeto quando ele se une ao Palmital. Em um determinado ponto o rio entra em uma fenda, uma caverna, e passa a ser um rio subterrâneo. Ele só volta a superfície num trecho bem a baixo dos pés da Cachoeira do Calabouço, ele ressurge no meio do leito do Rio Palmital.

Depois da enchente de 2014 formou-se um grande dique de rochas e madeira no local, o que dificulta um pouco o acesso até hoje.




O RIO CATAS ALTAS, BARRA DO CHAPÉU, ITAPIRAPUÃ PAULISTA E RIBEIRA/SP

No Bairro Ponte Alta em Barra do Chapéu, formado pela união do Córrego Maria Rosa, Córrego dos Bichos, Ribeirão das Areias, Córrego dos Pontes (ou Calistros) e Ribeirão do Empossado, nasce o Rio Catas Altas.

Até sua foz ele percorre um trajeto com cerca de 70 quilômetros, atravessa o Município de Barra do Chapéu, segue na divisa do Município de Itapirapuã Paulista, e depois o Município de Ribeira, onde tem sua foz no Rio Ribeira de Iguape.

Nesse trajeto de cerca de 70 quilômetros, sofre um desnível de aproximadamente 750 metros, o que faz com que o Rio Catas Altas apresente belíssimas cachoeiras e cascatas.

Fonte: Carta Topográfica IBGE e Google Mapas.








A CACHOEIRA GRANDE, BARRA DO CHAPÉU/SP

Localizada na cidade de Barra do Chapéu, a menos de 6 quilômetros do centro da cidade e cerca de 30 quilômetros de Apiaí.
Também chamada de Cachoeira da Usina.
É formada pelo Rio Catas Altas, conta com uma queda de 75 metros de altura.
É apenas uma das várias cachoeiras do Rio Catas Altas.
Nessa cachoeira funcionou a terceira Usina Hidrelétrica de Apiaí em 1949.



A CACHOEIRA SETE QUEDAS, NOVA CAMPINA/SP

 O acesso a cachoeira é muito fácil, para visitar basta seguir a localização do Google Maps. 

Tome muito cuidado pois as rochas são escorregadias.





Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

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A CACHOEIRA DO RIO SÃO JOSÉ DO GUAPIARA, GUAPIARA/SP

Cachoeira formada pelo Rio São José do Guapiara, também conhecida pelo nome de Cachoeira da "Katia Lopes"











Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

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 DICAS DE TURISMO EM GUAPIARA - DICAS DE LUGARES BONS PRA CONHECER EM GUAPIARA - PASSEAR EM GUAPIARA - CACHOEIRAS GUAPIARA - FOTOS DA CIDADE DE GUAPIARA

APIAÍ E A REVOLUÇÃO DE 1932


A 9 de julho de 1932 São Paulo levantou-se em armas contra o governo ditatorial de Getúlio Vargas, exigindo a Constituinte, e por esse ideal 733 de seus filhos tombaram nas frentes de batalha. O conflito bélico intestino terminou no dia 3 de outubro seguinte, com a capitulação dos revoltosos. Tanto sacrifício não foi em vão, eis que, convocada a Constituinte em 1934, a Carta Magna foi promulgada, glorificando, assim, aqueles que haviam lutado em 1932.

Mas, o que afinal aconteceu na frente Sul, mais precisamente em Apiaí e Ribeira naquele histórico movimento cívico?

Reportemo-nos a informações e dados fáticos.

OS PREFEITOS DE HOJE E DE ONTEM

 O primeiro Prefeito de Apiaí foi o Tenente Coronel Custódio Francisco Pereira, que assumiu o seu cargo a 6 de agosto de 1797, conforme exaustivamente demonstrado no capítulo VI, item 3, deste trabalho.

No ano de 1906, Apiaí, conforme legislação específica de caráter geral, passou a ser catalogada como cidade, e ao mesmo tempo passou a eleger o seu Prefeito, coisa antes inusitada. De 1906 até 1930 o sistema eleitoral determinava que o Prefeito deveria ser escolhido entre os vereadores eleitos. Nessa sistemática foram prefeitos de Apiaí:

AS IGREJAS EM APIAÍ

 A IGREJA CATÓLICA

A "igreja velha" de Santo Antonio de Apiaí 1954

Quando os primeiros garimpeiros chegaram no lugar que denominaram de “Pião”, não tinham a intenção de ali se fixar, pois eram meros aventureiros andejos em busca de ouro aqui, ali e acolá. Quando o precioso metal passou a ser colhido numa proporção surpreendentemente compensadora, então os faiscadores se assentaram, e como a notícia correu mundo, muitos outros vieram chegando, inclusive o legendário Francisco Xavier da Rocha com seus escravos. Formou-se, então, um pequeno povoado que se desenvolveu de tal modo que, conforme relatamos na primeira parte deste trabalho, chegou a justificar a vinda até o local do Governador da Província para pessoalmente cobrar dos mineradores o tributo devido por eles à Coroa, que correspondia ao quinto do total do ouro recolhido, isto por volta de 1722.

Na trilha do costume dos primeiros colonizadores, de reconhecida formação cristã, os moradores do “Pião”, primeiro lugar em que esteve Apiahy, que hoje nominamos Vila Velha do Pião, sob o comando de Francisco Xavier da Rocha, erigiram no povoado o edifício destinado a abrigar a Igreja que teve como orago Santo Antonio de Lisboa, que é o mesmo Santo Antonio de Pádua, passando o povoado a ser conhecido como Santo Antonio de Apiahy, freguesia ou paróquia da Diocese de São Paulo. Aquele tempo, deviam obediência à novél paróquia, o distrito de Itapeva da Faxina, o Arraial de Yporanga e a Capela da Ribeira.

A AGROPECUÁRIA

 A tradição oral revela coisa aliás muito lógica: desde os princípios dos trabalhos de garimpagem até que esta fracassasse com o exaurimento dos depósitos do ouro aluvional em fins do século XVIII, a agricultura e a pecuária estiveram limitadas em Apiahy, ao cultivo da terra e à manutenção de reduzidos rebanhos de gado vacum, cavalar, muar e suíno para efeitos de sobrevivência do minerador. O milho, o feijão, o arroz, a batata e a mandioca eram consumidos aqui mesmo. E não existem, ou pelo menos não foram encontrados dados estatísticos correspondentes àqueles tempos; sabe-se, também, que o fumo era cultivado no fundo de quintais para aqueles mesmos fins. A erva mate, entretanto, era nativa em toda a região. A cana de açúcar, trazida de fora, se deu muito bem no território de Apiahy, e vicejava muito bem tanto nas terras de clima mais quente, como Capela da Ribeira e Itaóca, como também no planalto; dela se extraia a rapadura, substituta do açúcar e a aguardente, que por interessar ao monopólio do colonizador lusitano, somente podia ser vendida a varejo ou no atacado nos chamados “estancos”, ou armazéns próprios administrados pela Coroa Portuguesa por intermédio de seus prepostos locais.

A respeito da produção da aguardente vulgarmente chamada “cachaça”,“pinga”, etc., existem muitas notícias anotadas nas atas da Câmara, lavradas naqueles tempos.

A POPULAÇÃO

 O primeiro censo demográfico de Apiaí é aquele relativo ao ano de 1776. A contar daí e até 1809, o Capitão Mor Regente, que era o administrador do povoado, enviava ao governador da capitania e ao depois da província, todo final de ano, um relatório em que discriminava pelo nome, idade e profissão, todos os habitantes da Vila. Assim era feito o recenseamento bem explícito e que merecia fé, porque redigido e subscrito sob juramento ante os “Santos Evangelhos”. Aquele recenseamento de 1776, foi redigido e assinado pelo Capitão Mor Regente Francisco Xavier da Rocha no dia 20 de dezembro daquele ano, demonstrando que Apiahy contava, então, com 756 habitantes, sendo 338 brancos e 418 cativos ou escravos.

No censo seguinte, correspondente ao ano de 1777, apresentado pelo mesmo Capitão Mor, havia em Apiaí 725 almas, entre livres e cativos, e em 1778, o próprio Xavier indicou 772 pessoas.

A DIVERSÃO PÚBLICA DE ANTIGAMENTE

 A respeito da diversão coletiva nos primeiros tempos de Apiaí, quando ainda era conhecida como Santo Antonio das Minas de Apiahy, existe a tradição oral que corrobora alguns escritos, trazendo notícias esparsas.

Como a energia elétrica ainda não existisse, então tudo era estribado na criatividade. Sabe-se, por exemplo, que os carnavais eram sempre comemorados e que os bailes à luz dos candieiros representavam o entretenimento mais procurado. O engenheiro Ernesto Guilherme Young, que percorreu Apiahy no início deste século, citado por Edmundo Krug em seu opúsculo “A Ribeira de Iguape”, explica:

APIAÍ E OS ESCRAVOS

Na sua evolução histórica que teve início lá bem longe, quando se começavam a contar os anos do século XVII, Apiaí recebeu permanentemente o concurso do trabalho do escravo negro para sobreviver, ou talvez para ter diasmelhores, às custas da mais ignominiosa mão de obra: o homem, a mulher, a criança, o jovem, e mesmo o ancião, labutando de sol a sol, sem ganhar nada mais que um rústico catre para dormitar por poucas horas, e uma ou duas rações de fubá para fortalecer seus músculos. A primeira notícia escrita que se tem da vida que transcorria no “Pião”, paragem em que se assentou “Santo Antonio das Minas de Apiahy” já se refere a escravos. Lá, foi batizado, no dia 02 de julho de 1.737, o criolinho Antonio, filho adotivo de uma escrava de Francisco Xavier da Rocha!
Noutros lugares do nosso imenso Brasil, o negro escravo seqüestrado de suas tribos africanas movimentava a lavoura, imprimindo produção aos engenhos dos “Sinhôs”. Aqui em Apiaí ele cavava a terra, abria valas e trincheiras, carregava pedras, movimentava bateias e bicas, catando ouro para seu patrões e donos, dos quais muitos enriqueceram. Quando o ciclo do ouro se findou por volta de 1.800, os escravos utilizados na garimpagem e nos desmontes, na sua maioria, foram vendidos por elevados preços ao senhores de fora como mercadoria de primeira qualidade, permanecendo por aqui os mais idosos, os mais fracos e doentes e os de pouca idade, cuidando dos engenhos de cana de açúcar dos quais existiam trinta e treis, conforme documentação da época.

No censo de 1.783, habitavam Apiaí 1.087 pessoas, sendo que a maioria - 827 - era constituída de escravos cativos e forros ou libertos. O Capitão Rafael de Oliveira Rosa possuía, então, 52 escravos, o Tenente Coronel Custodio Francisco Pereira, 34 escravos (dentre eles “João Congo” e “Joaquim Angola”), o Capitão Mor Mathias Leite Penteado, 69 escravos, na fábrica (engenho) do Coronel Joaquim Manoel de Castro 60 escravos, na de João Manoel de Carvalho, 45 escravos, e assim por diante.

MEMÓRIAS DE APIAÍ

 Neste espaço transcreveremos alguns atos praticados pela Câmara de Apiaí, ou perante ela, que traduzem costumes, praxes e regras do respectivo tempo, com a pretensão de mostrá-los ao presente e transmiti-los ao futuro. São, em suma, os usos e costumes pretéritos de Apiaí, do velho “ Santo Antonio das Minas de Apiahy”. A redação e a ortografia dos textos originais, foram atualizados pelo autor, que procurou interpretá-los dentro da melhor autenticidade, aliás com muito cuidado e sacrifício. É possível que a atualização de alguns vocábulos esteja falseada. Se isso acontecer, a circunstância dever-se-á à inexperiência do autor.

I - LIVRO DE REGISTRO DAS DESPESAS DA CÂMARA

TERMO DE DESPESA

“Aos dez de janeiro de ano de mil setecentos e setenta e quatro nesta Vila Nova de Santo Antonio das Minas de Apiahy estando presentes todos os oficiais a Camara mandou o Procurador Alferes Antonio Gomes que se pagasse dez oitavas de ouro ao Sargento Mor Custodio Francisco Pereira para este remeter ao Meritíssimo Corregedor da Comarca desta, das rubricas dos livros desta Camara e para constar lavrei este termo em que assinam. Eu Luiz Gomes da Costa escrivão que o escrevi. (aa) Antonio Gomes - Custodio Francisco Pereira”. Observação: O termo em referência foi o primeiro lavrado em todos os livros da Camara de Apiaí, e que àquele tempo eram os seguintes: “Transcrição de recibos, prestações de contas e registro de despesas”, “Termos de posse e eleições”, “Registro de Correições”, “Termos de Vereança”, “Registro de arrematações, atas da Camara e seus atos administrativos”.

A ESCOLA EM APIAÍ



 Nos primeiros tempos, não havendo escola em Apiaí, o ensino era ministrado às crianças por uma pessoa de sua própria casa, que tivesse as mínimas condições para fazê-lo. As famílias mais abonadas, por sua vez, contratavam um mestre particular, que se nominava “aio” - ainda que leigo, que ensinava as primeiras letras. Nesta última hipótese, os que aprendiam a ler e a escrever eram os privilegiados. Daí a razão pela qual era bem grande o número de analfabetos, o que se constata, folheando-se os mais antigos livros e papéis existentes no Fórum e no arquivo da Câmara Municipal. Muitas pessoas, ainda que bem situadas financeiramente, eram analfabetas.

APIAÍ COMARCA

 Até 1.811 a Província de São Paulo era dividida em duas comarcas apenas: a de São Paulo e a de Curitiba, pois o Paraná somente se desmembraria de São Paulo, em 1.853, quando se constituiu em Província autônoma.

 O Termo de Apiaí, na época  “Santo Antonio das Minas de Apiahy”, pertencia à comarca de São Paulo. A Carta Régia de 02 de Dezembro de 1.811, criou, na Província de São Paulo, a comarca de Itú, a cuja circunscrição passou a pertencer o Termo de Apiahy. Com a criação da comarca de Itapetininga pela Lei nº 11, de 17 de Julho de 1.852, o Termo de Apiahy foi integrado àquela comarca e assim permaneceu até que a Lei nº. 61, de 20 de Abril de 1.866 criou a comarca de Botucatú, passando Apiahy a pertencer a essa nova comarca.

  A Lei nº 46, de 6 de Abril de 1.872, transferiu para a comarca de Faxina (atual Itapeva), o Termo de Apiahy. Pela Lei nº 5, de 6 de Julho de 1.875, o Termo de Apiahy passou à circunscrição da comarca de Xiririca (atual Eldorado).