A CACHOEIRA DA USINA VELHA, APIAÍ/SP

A Cachoeira conta com uma queda de 25 metros de altura. Esta localizada no Bairro Bem Vindo, a menos de 3 km do centro da cidade. É formada pelo Rio Tijuco, mesmo rio que alimentou a primeira Usina Hidrelétrica de Apiaí em 1920. 

O Rio Tijuco que forma essa Cachoeira, nasce nas proximidades do Parque Morro do Ouro, como muitos dos rios da cidade, ele também recebe parte do esgoto de Apiaí. 

A Usina foi construída em 1920, e desativada em 1949, gerava 30 HP de energia, naquele tempo a população de Apiaí era de apenas 1500 habitantes. Na ordem cronológica do tempo, foi a primeira Usina Hidrelétrica de Apiaí, a segunda foi a Usina do Calabouço no Rio Palmital, e a última foi a Usina da Cachoeira Grande, no Rio Catas Altas. 

-- A propriedade onde a Cachoeira está localizada é privada, e o acesso é difícil --










Créditos Foto: Pedro H. Slompo Verneque

O Código de Posturas da Câmara Municipal de Apiahy, Lei nº: 48, de 1 de Dezembro de 1913, no seu artigo 165 dispunha: “o serviço de iluminação pública na cidade será luz elétrica; a Câmara Municipal, em tempo oportuno, levará a efeito esse grande melhoramento, por conta própria ou favorecendo a empresa particular que se organizar. Parágrafo único: Enquanto não estiver iluminada à luz elétrica a cidade, a iluminação será feita pelo sistema mais conveniente, das 6 da tarde às 11 horas da noite, não havendo luar.” O sistema vigente ao tempo da promulgação daquele Código era o da iluminação pelo lampião alimentado por querosene, que permanecia aceso naquele horário na ausência do luar...
O poder público municipal da época conseguiu realizar seu propósito. Pela Lei nº:4, de 25 de Maio de 1920, a Câmara Municipal, autorizou o Prefeito a contratar com quem melhores condições oferecesse, a instalação, uso e gozo do serviço de iluminação elétrica da cidade. Leoncio Pimentel, progressista cidadão de Itararé obteve a concessão, mediante contrato lavrado no dia 31 de Maio de 1920, tornando-se assim o primeiro a conquistar o direito de implantar no município o serviço público da energia elétrica.
Logo em seguida, a Câmara arrendou-lhe uma área de dois alqueires em volta do salto de vinte e cinco metros de altura existente a três quilômetros da cidade, no ribeirão Tijuco, onde foram executadas as obras da primeira usina hidroelétrica de Apiaí. Uma barragem de três metros de altura foi levantada; o canal de fuga, em alvenaria, foi aberto; o conduto forçado, em tubos de ferro de 12 polegadas foi articulado; foi montado o conjunto gerador de energia que se constituía numa turbina tipo “francis”, acoplada a um gerador “westinghouse” com capacidade para 30 HP, com o respectivo quadro de controle, tudo importado. Somente eram produto nacional, a casa de alvenaria que abrigava o conjunto, e a casa de “tabuinhas” destinada ao empregado da usina. Até a cidade, a linha de transmissão, cabo de alumínio, estirava-se sobre postes de madeira lavrada. O transformador, aqui da cidade, de onde partiam as linhas de distribuição, estava montado precisamente na rua XV de Novembro, à frente do seu prédio hoje de nº: 103. Apiaí, não contava, então, com mais de mil e quinhentos habitantes, se tanto, e a energia destinava-se exclusivamente à iluminação pública e domiciliar.
Quando desse evento, as casas beneficiadas com energia elétrica somavam 58. As ruas iluminadas com postes de madeira lavrada a cada cinqüenta metros, eram a XV de Novembro, 21 de Abril, Tenente Coronel Meira, Tenente Martins, Liberato Dória, e uma pequena parte das que estavam se iniciando, Padre Celso , Sete de Setembro e Primeiro de Maio. O Largo do Triângulo, hoje praça Jonas Dias Baptista, única área de lazer, foi privilegiado com a iluminação, que clareava seu coreto, sua pérgola e seus bem cuidados canteiros de cravos e rosas.
Aquele tempo não havia na cidade qualquer tipo de aparelho eletrodoméstico. Nem aparelhos de som. Nenhuma indústria que utilizasse motor elétrico, por mais frágil que fosse. Daí a razão pela qual a usina tinha capacidade geradora tão pequena. Além de tudo, no começo, a usina gerava energia das 18 às 24 horas.
Leoncio Pimentel também explorava o serviço de água canalizada domiciliar da cidade, por isso que era o concessionário da EMPRESA DE FORÇA LUZ E ÁGUA DE APIAI. No dia 22 de Novembro de 1938, essa empresa, que já não atendia as necessidades da cidade que crescera razoavelmente, foi vendida por Leoncio Pimentel a Lázaro Calazans Luz, “Seu Lulú”, aqui radicado há muitos anos e que era também proprietário do Posto de Gasolina Shell (antiga Energina), cujas bombas eram movimentadas manualmente..."

Fonte Texto: Livro Santo Antonio das Minas de Apiahy, de Rubens Calazans Luz.


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