OS PREFEITOS DE HOJE E DE ONTEM

 O primeiro Prefeito de Apiaí foi o Tenente Coronel Custódio Francisco Pereira, que assumiu o seu cargo a 6 de agosto de 1797, conforme exaustivamente demonstrado no capítulo VI, item 3, deste trabalho.

No ano de 1906, Apiaí, conforme legislação específica de caráter geral, passou a ser catalogada como cidade, e ao mesmo tempo passou a eleger o seu Prefeito, coisa antes inusitada. De 1906 até 1930 o sistema eleitoral determinava que o Prefeito deveria ser escolhido entre os vereadores eleitos. Nessa sistemática foram prefeitos de Apiaí:

Torquato Rios Carneiro, 1906, em cuja gestão, por exemplo, foi edificado o belo prédio da Praça Francisco Xavier da Rocha, que durante muitos anos abrigou o Fórum, a Delegacia de Polícia e a cadeia pública. Benedito Rodrigues Fortes, 1913, em cuja gestão foi promulgada a primeira Lei Orgânica do Município, nº 48 de 1º de dezembro de 1913. Padre João Belchior, 1914, com grande prestígio na sua comunidade como pessoa de caráter essencialmente filantrópico, dado como fundador da Irmandade de São Vicente de Paula que persiste até hoje. Benedito Isidoro Dias Baptista, 1917, representante da Capela de “Tocas”, hoje Itaóca, que por muitos anos respondeu pelo Cartório de Registro de Imóveis da Comarca. Izidoro Alpheu Santiago, 1920, em cuja gestão foram implantados os serviços de energia elétrica e água canalizada na cidade, além de ter sido o primeiro a distribuir, em datas (medida de área), parte das terras do nosso perímetro urbano, destinadas ao uso de particulares. Tenente Antonio Barbosa da Silva, 1923, conhecido como “Tonico Maçã” que procurou urbanizar a cidade, edificando obras de grande interesse para a comunidade, das quais não restam quaisquer vestígios, infelizmente. Pedro Nolasco da Silva, (Nhô Vidóca), 1927, natural de Iporanga mas que guardava especial amor por Apiaí, tanto que foi ele quem doou o terreno para ser construído o nosso único Hospital, e mais tarde os prédios onde hoje funcionam a “Casa de Maria” e o “Serviço de Obras Sociais de Apiaí - SOS -. Joaquim Ribas dos Santos, 1928, que dirigiu Apiaí numa época politicamente atribulada, tendo perdido sua vida num daqueles eventos resultantes do seu tempo. Leôncio Costa, 1928, que sucedeu-o na emergência, mas que mostrou-se um administrador de grande visão, apoiando e incrementando a construção da rodovia Apiaí-Ribeira, dando ainda grande ênfase aos festejos carnavalescos que ele próprio comandava, como músico nato e raro idealizador de grupos ou “corsos” do carnaval de rua. Cândido Dias Baptista, 1929, personagem de grande influência junto aos poderes federais e estatais, lutando sempre pelos interesses de seu município; comandou a campanha para que a rodovia São Paulo-Curitiba passasse por Apiaí, quando outro era o propósito do governo federal; fez edificar o o célebre coreto na praça que fez ornamentar com carinho e que se denominava “Largo do Triângulo” - a primeira área de lazer de Apiaí; em 1932, que viria após sua gestão, sua casa foi o quartel avançado das forças das milícias constitucionalistas de São Paulo em luta contra Getúlio Vargas que comandava a primeira ditadura implantada no Brasil. Foi o derradeiro Prefeito eleito no sistema democrático antes de 1930.

Antiga Prefeitura de Apiaí

De 1930 até 1941, os prefeitos de Apiaí foram nomeados pela interventoria ditatorial em São Paulo, por isso que não foram eleitos pelo povo. Mas esse detalhe não desmerece nenhum deles. Suas gestões eram de curta duração, e um sucedia o outro, na conformidade da força política predominante. De 1930 até 1934, o interventor no governo do Estado de São Paulo foi João Alberto Lins de Barros; 1938 até 1948, o Dr. Adhemar Pereira de Barros. Agostinho Rubim, foi nomeado em 1930; natural do Rio Grande do Sul mas radicado em Apiaí, agrimensor que muitos bons serviços havia prestado a comarca no ramo de sua atividade, casado com Da. Genoveva Sarti, do Morro Agudo. Tenente Laurindo da Silva Pereira, 1931, natural de Iporanga mas radicado com toda sua família em Apiaí há muitos anos. Waldemar Pelajo, 1931, que veio do Rio de Janeiro. Petrarcha Callado, 1932, vindo de fora. Clínio Rodrigues Vianna, agosto de 1932, também vindo de fora. Agostinho Rubim, outubro de 1932, do qual já dissemos. Waldemar Pelajo, 1933, já aludido. Ernesto dos Santos Lisboa, fins de 1933, natural de Iporanga, advogado provisionado, “prefeito de conciliação”. Leopoldo Leme Werneck, 1934, apiaiense do Charcal, bastante respeitado pela população principalmente pela sua dignidade de caráter, tendo permanecido à testa do município até 1938. Numa boa parte do seu mandato, Leopoldo exerceu-o por eleição popular, ou seja, entre a vigência da Constituição de 1934 e o golpe de Estado imposto por Getúlio Vargas a l0 de novembro de 1937 (Estado Novo), quando o país retornou ao regime ditatorial que perduraria até 1945. Os prefeitos, então, retornaram ao sistema de nomeação como interventores. Assim, assumiram a prefeitura de Apiaí, na ordem, Frederico Dias Baptista, segunda metade de 1938, advogado provisionado radicado em Ribeira. João Evangelista de Oliveira Penteado, janeiro de 1939, veio de fora. Izaias Teixeira da Silva, março de 1939 até dezembro de 1941, nascido em Apiaí, personagem que gozava de grande e merecido prestígio junto ao interventor Dr. Adhemar Pereira de Barros, que por mais de uma vez, em sua gestão, veio visitar Apiaí, oportunidades em que, por exemplo, lançou as pedras fundamentais do Hospital e da Usina Experimental de Chumbo e Prata de Apiaí. Alberto Dias Baptista, 1942-1945, natural de Apiaí, serventuário da justiça e pecuarista, em cuja gestão foram abertas as rodovias vicinais ligando Apiaí a Itaoca e Barra do Chapéu; faleceu em São Paulo como titular do 10º Cartório de Protestos de Títulos. Jonas Dias Baptista, 1946-1947, natural de Ribeira, radicado em Apiaí, comerciante, que mais tarde viria morrer em lamentável acidente automobilístico.





Fotos Facebook Grupo: Caminhões em Apiaí


A contar de janeiro de 1948, os prefeitos voltaram a ser eleitos diretamente pelo povo. A partir de então exerceram o cargo de prefeito de Apiaí as pessoas a seguir enumeradas. Alberto Dias Baptista, 1948-1951, sobre o qual já foi escrito. Tharcilio Pacheco de Carvalho, 1952-1955, natural de Cordeiro (próximo de LimeiraSP), vindo para Apiaí nos idos de 1922 na companhia de seu pai o advogado Manoel Pacheco de Carvalho, da mãe Da. Brandina e de muitos irmãos. Izaias Teixeira da Silva, 1956-1959, que nesta segunda gestão levantou o prédio da EEPG Dr. Amadeu Mendes, trabalhando diretamente na obra, pois era exímio construtor. Antonio Dimpino Pontes, 1960-1963, topógrafo, natural de Apiaí, que cuidou dentre outros melhoramentos, da urbanização da praça Francisco Xavier da Rocha, onde foi edificado o prédio do Fórum Dr. Descio Mendes Pereira. Alberto Dias Baptista, 1964-1967. O farmacêutico Abraão Coutinho Vieira, outubro/dezembro de 1968, farmaceutico, originário de Minas Gerais, vindo para Apiaí no início da década de quarenta, extremamente dedicado aos serviços do Hospital Dr. Ademar Pereira de Barros, presidente da Câmara, no impedimento ocasional do prefeito e viceprefeito. João Cristino dos Santos, 1969-1973, professor e serventuário da justiça, filho nato de Apiaí, eleito como candidato único de consenso, em cuja gestão foi implantada em Apiaí, graças também à sua intermediação, a usina de cimento “Eldorado” da Camargo Correa Industrial S/A., e foram realizadas as primeiras obras da praça de esportes que mais tarde seria nominada oficialmente de “Janguitão”; em sua gestão, a 14 de agosto de 1971, comemorou-se com muitas festividades o segundo centenário da emancipação político-administrativa de Apiaí e realizou-se a primeira “Festa do Tomate de Apiaí”. - Antonio Dimpino Pontes, 1974-1976. Dr. Luiz Neves Ayres de Alencar, 1977-1982, médico, natural de Jardim, Ceará, vindo para Apiaí por volta de 1958, que fez levantar o primeiro prédio próprio para abrigar a sede da Prefeitura Muncipal e fez levantar o primeiro núleo de casas populares “Nosso Teto”. Dr. Nilton Passoca de Toledo Silva, 1983-1987, empresário, natural de Itaberá, SP. Dr. Donizetti Borges Barbosa, 1989-1992, advogado, natural de Silvianópolis, Minas Gerais. Dr. Luiz Neves Ayres de Alencar, 1993-1996.



FONTE TEXTO: 

LIVRO SANTO ANTONIO DAS MINAS DE APIAHY, RUBENS CALAZANS LUZ 

OBSERVAÇÃO:

A maioria dessas fotos antigas de Apiaí eu encontrei na internet. Nenhuma dessas fotos pertencem a mim!!! É algo que pertence a todos nós Apiaienses que amam essa terra. Muitas fotos também são do Livro Santo Antônio das Minas de Apiahy, do Sr. Rubens Calazans Luz, devidamente serão postadas com os créditos. Muitas destas fotos antigas também são das pessoas que aqui já viveram, caso algum familiar se sinta ofendido, por favor entre em contato comigo que eu deleto a foto. Desde já agradeço!!!

 

"Um povo que despreza suas origens, sua história, é um povo que se perde a cada geração que passa". Frase do livro: APIAÍ, DO SERTÃO Á CIVILIZAÇÃO, OSWALDO MANCEBO.

 

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~~~> APIAÍ E A REVOLUÇÃO DE 1932

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 Palavras chave: 

HISTÓRIA DE APIAÍ - COMO COMEÇOU APIAÍ? - APIAÍ VALE DO RIBEIRA - FOTOS ANTIGAS DE APIAÍ